Vera tentou fugir montada no Ah, mas ele empacou. Alexandre perguntou aonde ela iria e ela
disse que embora, mas Ah não desempacava. Todos ficaram com vontade de andar a cavalo.
Todos montaram e o cavalo saiu em disparada, deixando para trás o morro de flores, a praia, a
mata. Sem atravessarem o escuro, Vera constatou que estavam do lado de cá da cerca e que o medo não tivera tempo de assustá-los. Ao transpor a cerca, constataram que o escuro estava agora do outro lado. Ah foi desaparecendo, Augusto não atendeu ao chamado de Alexandre, a Gata não respondeu ao Pavão quando ele a chamou. Enfim, Alexandre concluiu que a Gata e Augusto tinham voltado com Ah para a casa da madrinha. Se ele voltasse para a casa da madrinha, reencontrá-los-ia. Vera ficou intrigada porque, mesmo chamando, Ah não
apareceria mais. Alexandre lhe disse que voltaria a pé. Nisto, Vera viu que seus pais estavam
chegando e saiu em disparada, com medo de que estivesse muito atrasada, pois naquela
viagem maravilhosa perdera a noção do tempo.
Resumo do livro: A casa da Madrinha - Parte 4
Um dia a casa é vendida e demolida. O Pavão foi levado para a casa de uns amigos da família, porém foge e vai atrás da Gata da Capa. Quando Alexandre encontra o Pavão, na verdade este está procurando a Gata da Capa.
A mãe de Vera vem chamá-la, interrompendo a conversa dos dois.
No outro dia, Vera foi obrigada a falar para Alexandre que ele não poderia ficar na casa das
ferramentas do pai dela, que precisava ir embora, pois seus pais o consideravam um menino
largado. Alexandre tentou argumentar, mas viu que não adiantaria nada, pois gente grande
não entendia os objetivos das crianças. Vera permitiu, às escondidas de seus pais, que
Alexandre ficasse mais alguns dias. No dia seguinte Vera veio para conversar com o amigo,
mas ele não estava, tinha ido à cidade mais próxima fazer um show, para angariar fundos para
a sua viagem.
Um dia depois, Vera dá dinheiro a Alexandre, que seus pais mandaram para ele ir embora.
Vera tentou arrumar desculpas para justificar os atos de seus pais, porém Alexandre não as
acatava, porque os pais da menina não gostava dele. Quando Alexandre, finalmente
conformado, resolve despedir-se para ir embora, em vez de dar tchau perguntou a Vera se ela
não queria andar a cavalo. Como não há cavalos pela redondeza, Alexandre lhe ensina como é
que se chama cavalo, gritando todos juntos: Alexandre, Vera e o Pavão. O cavalo Ah aparece e têm início as últimas aventuras que é atravessar a cerca, visitar a casa da madrinha,
reencontrar Augusto, a Gata da Capa e a maleta da professora.
Após atravessarem a cerca, o cavalo foi sumindo aos poucos e as crianças foram ficando com
muito medo. Superaram o medo desenhando no escuro, por considerá-lo um quadro-negro.
Desenharam casa, árvore, onda no mar, flor, rio...Por fim, resolveram desenhar a cara do
medo, até quase morrerem de rir, pela fisionomia engraçada que lhe iam dando. Em seguida
Alexandre desenhou uma porta, com maçaneta, fechadura, chave. Rodaram a chave na
fechadura, abriram a porta 'e os três saíram do escuro'. Reencontraram Ah, o cavalo, e uma
estrada iluminada que levava à casa da madrinha, descrita por Augusto.
Entraram na casa, onde encontraram a Gata da Capa, com um recado da madrinha dizendo
que precisou viajar, mas que poderiam ficar à vontade, por quanto tempo quisessem. O Pavão
ficou muito feliz de reencontrar aquela Gata por quem já estava apaixonado.
Com a ajuda de Alexandre, a Gata da Capa enfiou um saca-rolhas na cabeça do Pavão e
arrancou o filtro que impedia a fluidez dos seus pensamentos, dizendo-lhe que alguém,
sabendo que a qualquer momento ele chegaria à casa da madrinha de Alexandre, deixara-lhe
um baú cheinho de fantasias de carnaval. No portão, o Pavão constatou que havia sido seu
Joca, o da bateria da escola de samba, o emissário daquele presente. Abriram o baú e o portão ficou com clima de carnaval. Brincaram bastante, até que Vera olhou pela janela e viu o cavalo brincando na praia, à beira-mar. Todos ficaram com vontade de brincar na água. Como aquela casa e tudo que havia lá dentro era resultante de uma fantasia, abriram um armário que dava roupas e, de uma gaveta, tiraram roupas de banho.
Quando se cansaram, voltaram para casa, esfaimados. Abriram o armário que dava comida e
se fartaram. Tocam a campainha, ao atender Alexandre tem uma agradável surpresa: Augusto
voltara de São Paulo e fora visitá-lo na casa da madrinha. À noite, Augusto contou-lhe
histórias lindas até pegarem no sono. No princípio do outro dia, Vera acordou antes dos outros
e pediu que a casa se trancasse, não deixando sair lá de dentro, onde Alexandre e seus amigos seriam sempre felizes, pois não lhes faltaria nem roupa, nem comida, nem brincadeiras, que é tudo que criança precisa. Mas a janela, que sempre vivia emperrada, por birra, para ser do contra, naquela manhã, ao ouvir os pedidos de Vera, resolveu abrir-se. Com o barulho todos se acordaram.
A mãe de Vera vem chamá-la, interrompendo a conversa dos dois.
No outro dia, Vera foi obrigada a falar para Alexandre que ele não poderia ficar na casa das
ferramentas do pai dela, que precisava ir embora, pois seus pais o consideravam um menino
largado. Alexandre tentou argumentar, mas viu que não adiantaria nada, pois gente grande
não entendia os objetivos das crianças. Vera permitiu, às escondidas de seus pais, que
Alexandre ficasse mais alguns dias. No dia seguinte Vera veio para conversar com o amigo,
mas ele não estava, tinha ido à cidade mais próxima fazer um show, para angariar fundos para
a sua viagem.
Um dia depois, Vera dá dinheiro a Alexandre, que seus pais mandaram para ele ir embora.
Vera tentou arrumar desculpas para justificar os atos de seus pais, porém Alexandre não as
acatava, porque os pais da menina não gostava dele. Quando Alexandre, finalmente
conformado, resolve despedir-se para ir embora, em vez de dar tchau perguntou a Vera se ela
não queria andar a cavalo. Como não há cavalos pela redondeza, Alexandre lhe ensina como é
que se chama cavalo, gritando todos juntos: Alexandre, Vera e o Pavão. O cavalo Ah aparece e têm início as últimas aventuras que é atravessar a cerca, visitar a casa da madrinha,
reencontrar Augusto, a Gata da Capa e a maleta da professora.
Após atravessarem a cerca, o cavalo foi sumindo aos poucos e as crianças foram ficando com
muito medo. Superaram o medo desenhando no escuro, por considerá-lo um quadro-negro.
Desenharam casa, árvore, onda no mar, flor, rio...Por fim, resolveram desenhar a cara do
medo, até quase morrerem de rir, pela fisionomia engraçada que lhe iam dando. Em seguida
Alexandre desenhou uma porta, com maçaneta, fechadura, chave. Rodaram a chave na
fechadura, abriram a porta 'e os três saíram do escuro'. Reencontraram Ah, o cavalo, e uma
estrada iluminada que levava à casa da madrinha, descrita por Augusto.
Entraram na casa, onde encontraram a Gata da Capa, com um recado da madrinha dizendo
que precisou viajar, mas que poderiam ficar à vontade, por quanto tempo quisessem. O Pavão
ficou muito feliz de reencontrar aquela Gata por quem já estava apaixonado.
Com a ajuda de Alexandre, a Gata da Capa enfiou um saca-rolhas na cabeça do Pavão e
arrancou o filtro que impedia a fluidez dos seus pensamentos, dizendo-lhe que alguém,
sabendo que a qualquer momento ele chegaria à casa da madrinha de Alexandre, deixara-lhe
um baú cheinho de fantasias de carnaval. No portão, o Pavão constatou que havia sido seu
Joca, o da bateria da escola de samba, o emissário daquele presente. Abriram o baú e o portão ficou com clima de carnaval. Brincaram bastante, até que Vera olhou pela janela e viu o cavalo brincando na praia, à beira-mar. Todos ficaram com vontade de brincar na água. Como aquela casa e tudo que havia lá dentro era resultante de uma fantasia, abriram um armário que dava roupas e, de uma gaveta, tiraram roupas de banho.
Quando se cansaram, voltaram para casa, esfaimados. Abriram o armário que dava comida e
se fartaram. Tocam a campainha, ao atender Alexandre tem uma agradável surpresa: Augusto
voltara de São Paulo e fora visitá-lo na casa da madrinha. À noite, Augusto contou-lhe
histórias lindas até pegarem no sono. No princípio do outro dia, Vera acordou antes dos outros
e pediu que a casa se trancasse, não deixando sair lá de dentro, onde Alexandre e seus amigos seriam sempre felizes, pois não lhes faltaria nem roupa, nem comida, nem brincadeiras, que é tudo que criança precisa. Mas a janela, que sempre vivia emperrada, por birra, para ser do contra, naquela manhã, ao ouvir os pedidos de Vera, resolveu abrir-se. Com o barulho todos se acordaram.
Resumo do livro: A casa da Madrinha - Parte 3
Neste trecho da história, a mãe de Vera chama a menina para jantar. A família de Vera tem
mania de relógio. Todos os seus gestos são marcados por horas: hora para comer, levantar,
brincar, estudar, ver televisão...
No dia seguinte Alexandre conhece o pai de Vera, que era plantador de flor. A menina trouxe
comida para ele e o Pavão. Vera estava intrigada com o show do dia anterior. Alexandre
desvendou-lhe o mistério. Os pais de Vera não estavam gostando muito daquela amizade entre os dois, pois Alexandre era um menino largado no mundo, sem perspectivas de futuro. O menino explica a Vera que ele tem família e casa, portanto não está largado no mundo. Está
com o Pavão, indo para a casa da madrinha, aquela de cuja casa Augusto, seu irmão, lhe
contara lindas histórias. Apesar de muito pobres, Augusto e Alexandre se gostavam muito e
eram bons amigos. Um dia Augusto falou em casa que estava na hora de Alexandre ir para
escola, porém a pobreza familiar o obrigava a trabalhar para ajudar com as despesas. Ficou
acertado que estudaria durante a semana, e nos fins de semana trabalharia.
mania de relógio. Todos os seus gestos são marcados por horas: hora para comer, levantar,
brincar, estudar, ver televisão...
No dia seguinte Alexandre conhece o pai de Vera, que era plantador de flor. A menina trouxe
comida para ele e o Pavão. Vera estava intrigada com o show do dia anterior. Alexandre
desvendou-lhe o mistério. Os pais de Vera não estavam gostando muito daquela amizade entre os dois, pois Alexandre era um menino largado no mundo, sem perspectivas de futuro. O menino explica a Vera que ele tem família e casa, portanto não está largado no mundo. Está
com o Pavão, indo para a casa da madrinha, aquela de cuja casa Augusto, seu irmão, lhe
contara lindas histórias. Apesar de muito pobres, Augusto e Alexandre se gostavam muito e
eram bons amigos. Um dia Augusto falou em casa que estava na hora de Alexandre ir para
escola, porém a pobreza familiar o obrigava a trabalhar para ajudar com as despesas. Ficou
acertado que estudaria durante a semana, e nos fins de semana trabalharia.
Resumo do livro: A casa da Madrinha - Parte 2
Alexandre informa à menina que encontrou o Pavão no caminho da casa de sua madrinha.
Vera fica triste, ante a expectativa de não mais ver nem conversar com Alexandre, por que já
tinha muita estima. Passam a conversar sobre a vida do garoto, enquanto morava no RJ.
Conta-lhe da sua vida de vendedor ambulante, em sinaleiras e praias da capital. Conta das
dificuldades, que não eram só dele, pois havia muitas outras crianças na mesma situação.
Alexandre começa a contar da viagem desde que se despediu da família, dizendo que iria
visitar a madrinha. Cansado de tanto caminhar, pegou 'carona num caminhão'. Depois da
fazenda o caminhão voltou e eu tive que andar de novo. Conta que parou no meio da mata e
sentou num toco. Em seguida surgiu um nevoeiro que não lhe permitia ver nada. Aqui o
nevoeiro é visto como personagem, na fala do narrador. Nisto esbarrou no Pavão, pediu
desculpa. Começaram a conversar. Como o pavão estava meio desmemoriado, só fazia repetir as palavras de Alexandre, situação que o fez concluir ser o pavão bicho muito esquisito.
Resumo do livro: A casa da Madrinha - Parte 1
A Casa da Madrinha apresenta uma história infanto-juvenil que gira em torno de um menino
da periferia do RJ e um pavão 'diferente'. Ao final no nos fica umas lições muito importantes,
que é o poder que cada criança, ou ser humano detém em si, porém nos nossos dias
conturbados e invadidos pela mídia se encontra relegado ao esquecimento, que é o de brincar
com o imaginário, com a fantasia.
Alexandre, protagonista da história, encontra-se numa cidadezinha do interior. Traz consigo
uma caixa de sorvete contendo utensílios domésticos: garfo, colher e faca 'e tinha também um
toco de lápis, um livro de história, uma caneca e uma panela'. Embaixo de uma mangueira, o
garoto faz o maior suspense para apresentar seu grande número:
'- Atenção, atenção! Vocês já viram um pavão? Aposto que não. Ainda mais um pavão como o
meu: ele fala, ele dança, ele sabe fazer música, ele é genial!'
Todos olham em volta, procurando o pavão e nada vêem, Alexandre se aproveita da
curiosidade para pedir donativo.
da periferia do RJ e um pavão 'diferente'. Ao final no nos fica umas lições muito importantes,
que é o poder que cada criança, ou ser humano detém em si, porém nos nossos dias
conturbados e invadidos pela mídia se encontra relegado ao esquecimento, que é o de brincar
com o imaginário, com a fantasia.
Alexandre, protagonista da história, encontra-se numa cidadezinha do interior. Traz consigo
uma caixa de sorvete contendo utensílios domésticos: garfo, colher e faca 'e tinha também um
toco de lápis, um livro de história, uma caneca e uma panela'. Embaixo de uma mangueira, o
garoto faz o maior suspense para apresentar seu grande número:
'- Atenção, atenção! Vocês já viram um pavão? Aposto que não. Ainda mais um pavão como o
meu: ele fala, ele dança, ele sabe fazer música, ele é genial!'
Todos olham em volta, procurando o pavão e nada vêem, Alexandre se aproveita da
curiosidade para pedir donativo.
3 dicas para se concentrar nos estudos
Parece fácil, mas não é. Concentrar-se nos estudos é tarefa, muitas vezes, das mais ingratas, principalmente quando se retoma os estudos após uma reprovação ou mesmo quando já se está no fim do ano e com todo o cansaço de meses de leitura nas costas.
Pois bem, apesar de simples, existem três dicas que, certamente, ajudam muito na hora de se concentrar nos estudos:
1 - Durma bem e alimente-se corretamente
Um bom vestibulando deve entender o mínimo de fisiologia e saber que sem descanso e alimentação adequados, o cérebro não funciona adequadamente. Não seja cabeça dura de insistir em estudar até não aguentar mais, além de se deixar levar por caminhos absolutamente duvidosos como o das substâncias que "aceleram o metabolismo".
Pois bem, apesar de simples, existem três dicas que, certamente, ajudam muito na hora de se concentrar nos estudos:
1 - Durma bem e alimente-se corretamente
Um bom vestibulando deve entender o mínimo de fisiologia e saber que sem descanso e alimentação adequados, o cérebro não funciona adequadamente. Não seja cabeça dura de insistir em estudar até não aguentar mais, além de se deixar levar por caminhos absolutamente duvidosos como o das substâncias que "aceleram o metabolismo".
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Quando nasceram os primeiros buracos negros?
A maioria das galáxias do universo, incluindo a nossa Via Láctea, abriga enormes buracos negros que variam em termos de massa de um milhão a 10 bilhões de vezes o tamanho de nosso sol. Para encontrá-los, os astrônomos procuram pelas enormes quantidades de radiações emitidas durante o período em que esses buracos negros eram “ativos”, ou seja, incorporavam matéria. Acredita-se que essas nuvens de gás são responsáveis por fazer com que os buracos negros cresçam.
Como aumentar a massa muscular
Para conseguir ganhar músculo, terá de aumentar a quantidade de alimentos que consome a par com um trabalho intensivo de exercícios de levantamento de pesos. No entanto, para reduzir a massa gorda, terá de “cortar” na alimentação e praticar exercícios de ‘Cardio-Fitness’.
Como cuidar da pele do seu rosto
Tratar a pele do rosto não é uma tarefa fácil e obriga a uma boa dose de disciplina. O ideal será encontrar uma rotina que lhe sirva e cumpri-la sempre que possível. Neste artigo vamos dar-lhe a conhecer algumas soluções para que possa manter a sua pele bonita e macia como sempre desejou.
Há alguns passos que deverá seguir no tratamento da sua pele:
Há alguns passos que deverá seguir no tratamento da sua pele:
- Limpeza.
- Esfoliação.
- Hidratação.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 11 - Como os Bragança Criam uma Dinâmica Social Brasileira
Graças a Napoleão, que provoca a mudança da Corte, tivemos a inserção política do Brasil no Reino de Portugal e a chance de crescer como nação no novo mundo que emerge do turbilhão social que varre a Europa e começa a reestruturar a sociedade européia, pós-revolução francesa, abrindo vários caminhos para o desenvolvimento, pois um rei Português, forte, independente e bem instalado, na distante Lisboa, jamais teria dado liberdade para que uma classe dirigente do Brasil Colônia ficasse rica e poderosa o suficiente para pleitear sua inserção no teatro social centenário da Corte recebendo dignidades e títulos nobiliárquicos. Entretanto o início econômico do Brasil, como nação, foi engolfado pela Inglaterra que se aproveita da debilidade da Corte no exílio e abusa de sua força estrangulando o incipiente desenvolvimento comercial brasileiro. A configuração social da corte de D. João 6º no Brasil é composta de uma mistura da nobreza européia centenária, quase falida, e de nobres de toga bem mais recentes que eram os ricos vindos da classe comercial, graças à política de enobrecimento do Marquês de Pombal e, tambem, da elite da terra brasileira que tinha enorme riqueza e se liga à Corte honrados/cooptados com as Insígnias das Ordens centenárias e com Brasões de Armas, dados como prêmio de relevantes serviços prestados ao rei e, principalmente, às grandes doações que permitiram a manutenção do fausto da Corte falida, tudo isso reproduz a mesma dinâmica social estabelecida em Portugal desde D. João 5o (1706-1750). Para conseguir renda e manter a Corte, durante o período que passou no Rio, D. João 6º concedeu títulos a 28 marqueses, 8 condes, 16 viscondes e 21 barões, além de fazer 4.000 cavaleiros. Tal quantidade foi criticada por Pedro Calmon que satiriza esta prodigalidade: tornar-se conde em Portugal exigia 500 anos, no Brasil apenas 500 contos.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 10 - Estilo de Vida e Hábitos dos Brasileiros do Rio
Era essa a rotina de vida dos ricos fluminenses: levantavam às 9h., desjejum às 10h., trabalhavam até às 15h., fazem em seguida uma longa sesta e, às 20h., tomavam um chá com a família. Quando eram convidados para a casa de amigos iam às 19h. e voltavam às 23h. Quando tinha baile voltavam às 2 ou 3 horas da madrugada. O almoço/jantar começava com uma sopa de carne com legumes, seguida de frango com arroz e molho picante, entre cada prato uma colherada de farinha de mandioca como se fosse o pão e, para refrescar o paladar, comiam laranjas e saladas. Como sobremesa tinham o arroz doce, queijo de minas, holandês ou inglês, frutas variadas e, para beber, porto ou madeira e o café. Somente os homens usam a faca, mulheres e crianças se servem com os dedos e as escravas comiam ao mesmo tempo, em pontos diversos da sala sendo que, por vezes, suas senhoras lhes dão um bocado com as próprias mãos. Os estrangeiros sentiam repugnância pelo prato de carne seca de Minas com feijão preto e farinha de mandioca, tudo isso cozido e amassado com os dedos que são lambidos no final. Quanto à higiene pessoal, o inglês Henry Koster reparou na cuidadosa limpeza com o próprio corpo que os brasileiros de toda classe tem.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 9 - A Nobreza Brasileira com D. João VI
Manuel José da Costa Filgueiras Gayo informa no Nobiliário de Famílias de Portugal, que o foro de Cavaleiro ou Escudeiro era sinal de nobreza de sangue, principalmente, quando esse título já era usado antes da reforma de D. Sebastião em 1572 reforma esta, que simplificou, e facilitou as exigências para qualificar os novos titulares já inseridos na nova dinâmica social de grandes fortunas que começa a imperar entre a nobreza de Portugal a partir do século XVII.
Cabe aqui, uma referência histórica familiar, pois no século XV, meu 13o avô, João de Arantes, Morador da Casa Real e Senhor da Quinta de Romay, foi feito por El Rei D. João 2º (13o Rei de Portugal entre 1481-1495) de quem era companheiro de armas, Condestável dos Espingardeiros a 2/1/1488, (conforme o documento histórico que confirma esta nomeação), e ele já era qualificado como Cavaleiro Fidalgo de sangue e espada.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 7 - A Adaptação dos Brasileiros à Corte
Os sentimentos de vassalagem dos fluminenses se exprimem pelos muitos e gordos donativos feitos para sustentar o dia a dia da corte que era de manutenção caríssima e contínua, só em aves para a alimentação gastavam-se 75 contos de réis por mês, e, praticamente o rei não tinha nenhuma outra renda além da concessão das mercês, franqueada aos vassalos, como já era praxe em Portugal desde D. João 5o, 24o rei de Portugal, (1706-1750), e que era o principal capital econômico de que dispunha a monarquia para sobreviver. Em 1800 conseguia-se em Portugal, o Foro de Fidalgo por 25.000 cruzados e o Hábito de Cristo por 5.000 cruzados.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 8 - A Quinta da Boa Vista
D. João se instala na Quinta da Boa Vista (São Cristóvão) que recebe em doação do comerciante Elias Antonio Lopes, e a quem ele confidenciou maravilhado (sic): Eis aqui huma varanda Real, Eu não tinha em Portugal cousa assim. Porém, essa casa não convence como residência real a John Luccock que a considera: acanhada e pretensiosa, mal construída e pessimamente mobiliada. Dona Maria fica no convento do Carmo. Carlota Joaquina fica na antiga sede do vice-reino no centro da cidade, que vira o Palácio Real, com 63,98 m. por 23,76 m. de área, sendo absolutamente desprezível como habitação real: um casarão sem nenhum mérito arquitetônico. Em 1817 a comitiva austríaca de dona Leopoldina se decepcionará com o palácio, que acha sujo e malcheiroso reclamando do estrume no terreno do paço e das nuvens de insetos que atraíam e comentam que: qualquer fidalgo alemão provinciano dispõe de uma residência mais bonita.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 6 - A Adaptação da Corte aos Trópicos
A corte endividada, e atônita, com a novidade dos trópicos encontrou na colônia um tecido social que estava assim estruturado: Já existia na colônia uma aristocracia de poder econômico e privilégio social composta de senhores de engenho, criadores de gado e fazendeiros produtores de víveres e mercadorias, os quais agrupados em clãs impenetráveis controlavam as áreas situadas em torno das principais cidades litorâneas sendo que a aristocracia nordestina era simpática a Portugal e a do sul era resistente ao poder real, (Alan Manchester).
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 5 - Carlota Joaquina
Carlota Joaquina: (*25/4/1777 +7/1/1830), é a 1a filha de Carlos 4o de Espanha e de Maria Luisa, a fogosa rainha que brigou com a Duquesa de Alba por ciúmes de Goia o grande pintor dos reis de Espanha. Carlota era bisneta de Luís XV, tetraneta de Luís XIV, ambos reis de França e profundamente orgulhosa de sua origem Bourbon, era muito feia com um rosto anguloso e quase masculino, com barba e bigode, com menos de 1,50 m e sonhava com a grandeza da Espanha, ela detestava o Brasil não vendo a hora de voltar para a Europa, não houve na corte no exílio, quem mais fez intrigas, e das mais ambiciosas, inclusive para submeter o reino português aos domínios espanhóis ou conseguir a Coroa de Espanha para si própria uma vez que seu pai Carlos 4o e seu irmão Fernando 7o estavam prisioneiros de Napoleão. Arrogante, cruel, vingativa e impetuosa tinha um gosto espalhafatoso para roupas e jóias tendo a cabeça adornada com um arranjo de jóias e plumas, foi considerada a Messalina, a Maria Antonieta, de Portugal. Tentou destronar o marido em 1805, mas foi impedida por D. João que passou a viver separado dela. Ela vive irrequieta, se deslocando do palácio Real no centro para um palacete num morro vizinho e para uma casa na praia do Botafogo, sempre cavalgando pela cidade cercada por uma guarda pessoal e exigindo que os passantes sejam quem forem, nobres ou estrangeiros, parem se ajoelhem e façam reverências em sua passagem e mandando sua guarda pessoal agredir quem não as faça, isto gera tantos incidentes diplomáticos que D. João 6o isenta os estrangeiros desta obrigação. Quando sua filha mais velha Maria Teresa se casa, em 1810, com o primo D. Pedro Carlos, Infante de Espanha, ela fica furiosa e diz que prefere a filha jogada num poço do que casada com seu primo. Ao voltar para Portugal com D. João 6o levando 4.000 cortesãos a 25/4/1821 ela disse, vou enfim encontrar uma terra habitada por homens, vivi 13 anos no escuro só vendo pretos e mulatos.
D. João e Carlota Joaquina, tiveram 9 filhos, entre eles: 1 Imperador e Rei, 1 Rei e 2 Rainhas: Maria Teresa, princesa da Beira; mulher de Pedro Carlos, Antonio, morto jovem; Maria Isabel, rainha mulher de seu tio Fernando 7o (1784-1833) rei de Espanha; Pedro, 1o Imperador do Brasile Rei Pedro 4o de Portugal; Maria Francisca, rainha mulher de Carlos 5o (1788-1855) rei de Espanha; Isabel Maria, regente de Portugal (1826-1828); Miguel, que pelo casamento com a filha de D. Pedro 1o, sua sobrinha, torna-se rei de Portugal; Maria, morta solteira e Ana Maria, duquesa de Loulé.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 4 - D. João 6º
D. João 6o: (*13/5/1767 +10/3/1827), 27o Rei de Portugal, Duque de Bragança, Barcelos e Guimarães, Marquês de Viçosa, Conde de Arraiolos, é muito feio, baixo, gordo, bonachão, comilão chegando a devorar 3 frangos seguidos, arrematados por 4 ou 5 mangas, acompanhados por água, uma vez que raramente bebia vinho, era sossegado e sem vaidades, não gostava de roupas novas, muito carola e só foi rei porque seu irmão José morre de varíola em 1788 e a mãe é, oficialmente, declarada louca!!! em 1799, tornando-o Príncipe Regente, uma das causas desta loucura pode ter sido a tremenda culpa que Dona Maria sentiu por não ter permitido que seu filho D. José se vacinasse contra a varíola. Porém, apesar de uma aparente fraqueza ele representa a visão do futuro e da adaptabilidade à nova ordem, pós-revolução francesa na Corte portuguesa, é ele a querer vir para o novo mundo, é ele a querer ficar, e a fazer o Brasil, (Colônia e Vice Reino de 1500 a 1808), virar Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1808-1822), é ele a abrir os portos brasileiros logo ao chegar em Salvador, BA, a 28/1/1808, num ato que é considerado o início da nossa emancipação econômica, é ele em Abril de 1808 a dar o Alvará de Liberdade Industrial que permite a abertura da tecelagem, da manufatura de metais e alimentos, porém a alegria dura pouco e os ingleses o forçam a taxar a mercadoria brasileira em 16%, enquanto que a inglesa tem apenas taxa de 15%, o que faz fracassar a indústria brasileira e o Brasil ser inundado com produtos ingleses sem penetração na Europa por conta do Bloqueio de Napoleão, (relatam que vieram até patins para neve) é ele que a 12/10/1808 funda o Banco do Brasil para regular a moeda, porém o desmando e a corrupção são de tal ordem e o dinheiro é emitido em tal quantidade que o lastro de ouro é superado e o dinheiro perde o valor e a respeitabilidade e, em 1821 carrega 5 mil contos de divida do público e 8 mil contos de dívida da Coroa. O Banco do Brasil fecha as portas a 23/7/1829, insolvente. É a D. João 6º que o Brasil deve o futuro de grande esplendor e poderio econômico do café no Império, pois entrega com as próprias mãos aos vassalos mais chegados à corte, as mudas de café que manda trazer da África, ele construiu o Jardim Botânico, um observatório astronômico, um teatro, uma biblioteca pública, a tipografia real, uma fábrica de pólvora, a Academia Militar, a Academia da Marinha. É ele, finalmente, a ter a perspicácia e visão política do futuro ao fazer o filho ficar, cá no Brasil, quando urge voltar a Portugal para acalmar os ânimos dos reinóis indignados com a ausência do rei, é ele, D. João 6º, injustiçado pela história oficial que não lhe dá a unanimidade ao julgar como sua, a decisão de vir para o Brasil como estrategista competente que era é ele, sem dúvida, a grande figura da Casa de Bragança desta corte no exílio e a quem o Brasil deve sua existência como Nação. Ele foi um dos poucos monarcas europeus a reinar continuamente durante a época napoleônica o único a me tapear em todos os tempos como escreveu, sobre ele, Napoleão em Santa Helena. Sua vida no Rio, na Quinta da Boa Vista, é muito simples, acorda às 6,00 h., assiste à missa, é barbeado, toma o café da manhã e discute a administração da cidade. Almoça ao meio dia numa grande mesa oval e cercado por todos os nobres e dignitários e ao fim é assistido pelos filhos, D. Pedro que segura a bacia de prata e por D. Miguel que derrama água para que ele lave as mãos após a refeição. É fato histórico, comprovado, que guardava frangos inteiros nos bolsos das casacas engorduradas e puídas, Tobias Barreto informa que: não havia registro de D. João VI ter tomado banho de corpo inteiro tanto em Lisboa como no Rio. Dorme um pouco após o almoço e depois cuida dos negócios, passeia pela cidade e visita a mãe. Dorme por volta das 23,00 h.
Dicas para ser um bom estudante
Qual o segredo para que um estudante melhore seu rendimento escolar? O drama da nota vermelha numa matéria ou o fiasco generalizado, daqueles de fazer o aluno esconder o boletim dos pais, podem ter várias explicações. A mais comum – faltou estudar mais – é relativamente simples de reverter. Basta um pouco mais de seriedade e dedicação para que os resultados apareçam. A questão é mais complexa quando o aluno passa horas debruçado sobre os livros e, mesmo assim, não consegue melhorar suas notas. Uma dica sugerida pelos que já deram a volta por cima é reavaliar o método de estudo. Henrique Copelli Zambon, de 16 anos, viu aumentar suas médias depois que se engajou na construção de um carro movido a energia solar. Com o trabalho escolar, ele passou a adotar nas outras disciplinas a mesma estratégia usada em física. Hoje, Zambon concentra-se ao máximo na hora de estudar, não leva mais dúvidas para casa e evita decorar a matéria.
Foi-se o tempo em que os jovens encaravam os estudos com desinteresse, como se fossem apenas mais uma imposição dos pais. Levantamento com 2 098 adolescentes de sete capitais indicou que, para 95% dos entrevistados, estudar é a coisa mais importante da vida deles. A pesquisa mostrou ainda que a maioria é crítica em relação à qualidade de ensino, o que demonstra a determinação da nova geração de estudantes. Mesmo assim, há várias armadilhas no caminho da formação escolar – como as notas baixas.
Elas costumam surgir com maior freqüência na puberdade, quando o jovem passa por modificações significativas, como a transformação do corpo, o aumento do interesse pelo sexo oposto e a construção da identidade. O adolescente não entende por que tem de estudar tanto se existem coisas mais interessantes a sua volta. A participação dos pais pode ser decisiva nesse momento crucial do jovem. Cabe a eles manter um ambiente em casa que valorize o conhecimento e permita ao estudante estabelecer ligação entre os conteúdos aprendidos na escola e o mundo real. Tudo isso ajuda a despertar a curiosidade e o prazer de aprender. O bom desempenho dos alunos depende mais de motivação que de sua capacidade intelectual ou da qualidade da escola. Ou seja, basta um empurrão.
10 dicas para melhorar no estudo:
Foi-se o tempo em que os jovens encaravam os estudos com desinteresse, como se fossem apenas mais uma imposição dos pais. Levantamento com 2 098 adolescentes de sete capitais indicou que, para 95% dos entrevistados, estudar é a coisa mais importante da vida deles. A pesquisa mostrou ainda que a maioria é crítica em relação à qualidade de ensino, o que demonstra a determinação da nova geração de estudantes. Mesmo assim, há várias armadilhas no caminho da formação escolar – como as notas baixas.
Elas costumam surgir com maior freqüência na puberdade, quando o jovem passa por modificações significativas, como a transformação do corpo, o aumento do interesse pelo sexo oposto e a construção da identidade. O adolescente não entende por que tem de estudar tanto se existem coisas mais interessantes a sua volta. A participação dos pais pode ser decisiva nesse momento crucial do jovem. Cabe a eles manter um ambiente em casa que valorize o conhecimento e permita ao estudante estabelecer ligação entre os conteúdos aprendidos na escola e o mundo real. Tudo isso ajuda a despertar a curiosidade e o prazer de aprender. O bom desempenho dos alunos depende mais de motivação que de sua capacidade intelectual ou da qualidade da escola. Ou seja, basta um empurrão.
10 dicas para melhorar no estudo:
- Participe da aula, preste atenção, tome nota e não tenha vergonha de fazer perguntas.
- Monte um plano de estudo, prevendo o que vai estudar ao longo da semana.
- Faça as lições de casa no dia e deixe um tempo para revisar o que aprendeu na aula.
- Estude no horário em que está mais atento e disposto. Não deixe para as horas em que tem sono ou está cansado.
- Descubra qual técnica de memorização funciona para você: falar em voz alta, fazer resumos, montar esquemas, exercícios, dramatização ou estudar em grupo.
- Procure outras referências sobre o assunto que está aprendendo para ampliar seus conhecimentos, como livros, revistas e filmes.
- Aproxime-se de um professor, pesquisador ou profissional que domine o assunto de seu interesse.
- Tenha o hábito de refazer os exercícios que errou nas provas e entenda por que errou.
- Prepare na véspera a mochila da escola. Verifique os cadernos e livros de que vai precisar e se todas as lições estão feitas.
- Reconheça seus pontos fortes e fracos, as áreas em que tem mais habilidade.
- Envolvendo-se na vida escolar do filho. Pergunte o que ele aprendeu e como isso pode ser importante na vida dele.
- Dê o exemplo. Leia livros, jornais, ouça música, veja filmes e espetáculos de qualidade.
• Mostre a seu filho que ele é capaz de solucionar problemas, em lugar de resolver por ele.
• Não pressione. Pai fiscal não funciona.
• Fique atento às datas de provas. Leve-as em conta na hora de programar viagens e atividades familiares.
• Seja tolerante com erros. Tente fazer com que seu filho aprenda com eles.
• Tire proveito do vínculo de seu filho com os amigos. Convide-os para assistir a um filme ou a um show que possa ser relacionado aos assuntos escolares.
• Antes de recorrer a aulas de reforço escolar, veja se o jovem é capaz de superar a deficiência sozinho.
Série: A Corte Portuguesa no Brasil - Cap 3 - A Chegada no Brasil
Finalmente a corte reunida desembarca, às 15 horas de 7/3/1808, no Rio de Janeiro cuja população total era de 60.000 almas, das quais quase metade eram escravos negros e recebe esta multidão de emigrados precariamente. A chegada à baía da Guanabara é assim descrita por um viajante da época:
Não existe viajante algum que, tendo visto o Rio, não fale com admiração do magnífico espetáculo proporcionado pela baía da cidade. Esta baía é ainda mais vasta que a baía de Constantinopla, pois tem 5 léguas de extensão por ¾ de milha de largura, é defendida por rochas graníticas de efeito grandioso e poderia acolher todas as frotas do mundo sem amontoamento.
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